Política Brasil
Renúncias: 11 governadores deixam cargos para disputar eleições; veja raio-x dos estados
Sete govenadores decidiram completar o mandato, um deles, Wanderlei Barbosa (TO).
06/04/2026 13h24 Atualizada há 6 horas
Por: Hérica Cristiane Fonte: Ascom
Foto: Reprodução/Senado Federal

Terminou no último sábado (04/04) o prazo de desincompatibilização — regra da legislação eleitoral que obriga ocupantes de cargos no Executivo a deixarem suas funções para concorrer nas eleições de outubro. A medida já provoca um forte impacto no cenário político nacional, com mudanças estratégicas e a saída de 11 governadores de seus cargos.

A desincompatibilização é exigida para governadores, prefeitos e ministros que desejam disputar outros cargos eletivos. Com o fim do prazo, o mapa político começa a se redesenhar, especialmente nos estados.

Entre os que deixaram o governo, dois nomes se movimentam na disputa presidencial. Ronaldo Caiado (PSD-GO) já se colocou como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Já Romeu Zema (Novo-MG), após dois mandatos consecutivos, também deixou o cargo e sinalizou intenção de disputar a Presidência, embora ainda não tenha oficializado a candidatura.

A maior parte das renúncias, no entanto, mira o Senado. Nove governadores deixaram os cargos com esse objetivo: Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). A lista inclui ainda Cláudio Castro (PL-RJ), que também renunciou para disputar o Senado, apesar de ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030 — o que deve levá-lo a concorrer sub judice.

Quem permanece no cargo

Enquanto isso, nove governadores optaram por disputar a reeleição e, por lei, puderam permanecer nos cargos: Clécio Luís (União-AP), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Eduardo Riedel (PP-MS), Raquel Lyra (PSD-PE), Rafael Fonteles (PT-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

A legislação eleitoral permite que chefes do Executivo permaneçam no cargo quando tentam a reeleição, sem necessidade de afastamento.

Governadores que ficam até o fim do mandato

Sete governadores decidiram não disputar novos cargos e permanecerão à frente dos estados até o fim de seus mandatos. Todos já cumpriram dois mandatos consecutivos: Paulo Dantas (MDB-AL), Carlos Brandão (sem partido-MA), Ratinho Junior (PSD-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).

Calendário eleitoral

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando cerca de 155 milhões de eleitores irão às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e parlamentares.

Já o segundo turno, se necessário, será realizado em 25 de outubro, nos casos em que nenhum candidato à Presidência ou aos governos estaduais alcançar mais da metade dos votos válidos — excluídos brancos e nulos — na primeira votação.

Com o fim do prazo de desincompatibilização, o cenário eleitoral entra, oficialmente, em uma nova fase, marcada por articulações intensas, reposicionamento de lideranças e uma corrida decisiva rumo às urnas.

Veja como ficou o cenário após o prazo de desincompatibilização

Deixaram o cargo para disputar a Presidência

Deixaram o cargo para disputar o Senado

*Cláudio Castro foi declarado inelegível pelo TSE até 2030 e deve concorrer sub judice.

Permanecem no cargo para disputar a reeleição

Ficam no cargo e não disputarão as eleições