Meio Ambiente Tocantins
El Niño pode provocar seca severa, calor intenso e aumento das queimadas no Tocantins até 2027, alertam especialistas!
Estado está inserido na área de transição entre Cerrado e Amazônia Legal, especialistas alertam para possibilidade de agravamento das queimadas e impactos ambientais.
29/05/2026 17h58
Por: Gustavo Eduardo

O Tocantins poderá enfrentar um segundo semestre de 2026 com temperaturas elevadas, chuvas abaixo da média e crescimento no risco de queimadas devido à possível atuação de um novo fenômeno El Niño.

Segundo informações divulgadas pelos órgãos de meteorologia, um dos principais alertas está relacionado ao aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial. As águas em regiões mais profundas já apresentam temperaturas até 4°C acima da média, em profundidades próximas de 300 metros, configurando um dos aquecimentos mais intensos registrados nos últimos anos antes da formação do El Niño.

Na prática, esse cenário pode tornar o período seco ainda mais severo no Tocantins, estado que já enfrenta todos os anos queimadas, baixa umidade relativa do ar e grande concentração de fumaça durante os meses de estiagem.

Em episódios intensos de El Niño registrados nos últimos anos, os focos de incêndio na Amazônia chegaram a crescer 36% acima da média histórica. Como o Tocantins está localizado em uma região de transição entre o Cerrado e a Amazônia Legal, especialistas apontam risco de aumento das queimadas e de maiores impactos ambientais no estado.

Além do aumento no risco de queimadas, a previsão indica temperaturas acima da média em grande parte da região Centro-Norte do país. O calor excessivo também pode trazer impactos para reservatórios de água, produção agrícola, qualidade do ar e elevar o consumo de energia elétrica.

O relatório técnico ressalta ainda que os efeitos do El Niño podem sofrer alterações nos próximos meses devido à influência do Atlântico Tropical, fenômeno que também exerce impacto direto sobre o regime de chuvas no Brasil.

Mesmo com essas variações, especialistas afirmam que o atual cenário do Oceano Pacífico já colocou estados como o Tocantins em alerta, principalmente pela combinação de estiagem prolongada, vegetação seca e altas temperaturas, condições que favorecem incêndios florestais de grandes proporções.

Nos próximos meses, os institutos responsáveis pelo monitoramento climático deverão divulgar novas atualizações para definir a intensidade do fenômeno e os possíveis impactos mais específicos para o Tocantins.