Saúde Tocantins
Anvisa manda retirar lote de água mineral Crystal do mercado após detecção de bactéria
Decisão envolve lote específico da versão de 500 ml após análise identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa; venda, distribuição e uso do produto foram suspensos.
03/06/2026 10h49
Por: Gustavo Eduardo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (3), a retirada do mercado de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida também suspende a venda, a distribuição e o consumo do lote afetado.

A determinação abrange o lote P 200126, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás. A fabricante integra o Sistema Coca-Cola, responsável pela marca Crystal, que é comercializada a partir de diferentes fontes de água mineral distribuídas em várias regiões do país.

Como identificar o lote afetado?

Os consumidores devem verificar se a embalagem da água mineral Crystal corresponde ao lote P 200126, alvo da determinação da Anvisa. Na garrafa, a identificação aparece com a seguinte marcação:

LZ1 VAL 200127 3 P 200126

A data de validade do lote é 20 de janeiro de 2027. A informação do lote e da validade está impressa diretamente no corpo da embalagem.

Quantas unidades foram distribuídas?

De acordo com informações repassadas pela fabricante à Anvisa, o lote contém aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml, distribuídas em diferentes estados do país.

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O que o consumidor deve fazer?

A orientação é que os consumidores:

O atendimento pode ser realizado pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.

Investigação teve início após fiscalização de rotina

A apuração foi iniciada depois de uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). As amostras foram encaminhadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto.

O resultado laboratorial foi posteriormente validado por meio da contraprova prevista nos protocolos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), culminando na emissão do Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026, documento que fundamentou as medidas adotadas pela Anvisa.

Após a confirmação da irregularidade, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal determinou a apreensão cautelar do lote e notificou a Anvisa sobre o resultado das análises. De acordo com a agência reguladora, o produto apresentou não conformidades em relação às normas sanitárias em vigor, incluindo os critérios microbiológicos exigidos para alimentos e águas minerais envasadas.

Em manifestação encaminhada à Anvisa, a Mineração Bom Jesus informou que abriu uma investigação interna para identificar as possíveis causas da ocorrência e apresentou os documentos solicitados pela agência reguladora.

A empresa afirmou ainda que participou de encontros técnicos com representantes da Anvisa e que tem prestado suporte às autoridades sanitárias durante todo o processo de apuração.

Em nota divulgada ao g1, a fabricante destacou que, desde o recebimento da notificação, realizou análises em mais de 300 amostras coletadas ao longo do processo produtivo e dos produtos comercializados. Segundo a empresa, todos os testes apresentaram resultados negativos para microrganismos que indiquem contaminação. A companhia também ressaltou que, devido à alta rotatividade do produto nos pontos de venda, não há evidências de que o lote investigado ainda esteja disponível para comercialização.