A Copa do Mundo de 2026 marca a estreia do novo formato com 48 seleções, permitindo que equipes de menor expressão participem. No entanto, ainda assim algumas equipes ficaram de fora, como é o caso da Rússia. O motivo, porém, não é o desempenho dentro de campo.
Sede da Copa do Mundo de 2018, a Rússia não participa das competições internacionais da Fifa desde fevereiro de 2022, quando iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia, guerra que dura até hoje.
A decisão, tomada em conjunto com a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), envolve todas as seleções russas, das categorias de base às equipes masculinas e femininas, além dos clubes do país.
À época, a Federação Russa de Futebol (RFU) disputava a repescagem para a Copa do Mundo do Catar e enfrentaria a Polônia, que se recusava a entrar em campo em qualquer circunstância. Após a punição aplicada pela Fifa, a seleção polonesa foi declarada vencedora do confronto.
Desde então, a equipe russa passou a disputar apenas amistosos.
Outros países em guerra não foram banidos
Apesar da exclusão da seleção russa de todas as competições oficiais, a mesma decisão não foi tomada para outros países que também estão em guerra.
Como é o caso do próprio Estados Unidos, um dos anfitriões do torneio deste ano. Os EUA estão em conflito com o Irã desde fevereriro deste ano e também participam, direta ou indiretamente, de operações e conflitos no Oriente Médio, como no Iêmen e na Síria.
O Irã, por sua vez, também integra o conflito regional e disputará normalmente a Copa do Mundo de 2026.
Para Rodrigo Amaral, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a diferença está menos na existência de uma guerra e mais no contexto político que cercou a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Segundo o especialista, a exclusão dos russos ocorreu em um cenário de forte pressão internacional liderada por países ocidentais.