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Servidora de presídio é afastada por cobrar dinheiro de presos e familiares para falsos eventos

A suspeita também estaria direcionando a compra de medicamentos.

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO Fonte: Ascom
20/02/2025 às 10h05
Servidora de presídio é afastada por cobrar dinheiro de presos e familiares para falsos eventos
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira (19), uma operação com o objetivo dar cumprimento a mandados de busca e apreensão em endereços ligados a pessoas investigadas por envolvimento em crimes de corrupção passiva e peculato, ocorridos nas dependências da Unidade Penal Regional de Paraíso.  

Comandada pelo delegado da 5ª Delegacia Regional de Paraíso, José Lucas Melo, a ação foi deflagrada após investigações revelarem a existência de um esquema criminoso, comandado por uma servidora pública comissionada, de 58 anos, que trabalhava na Unidade Penal e estaria utilizando-se do cargo público a fim de receber valores indevidos de presos e também de seus familiares. 

Durante o ato, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar em duas residências e um estabelecimento comercial da cidade. Além disso, foi cumprida uma ordem para o afastamento de função pública da referida investigada. 

“Valendo-se da função que exercia, ela solicitou e recebeu valores indevidos de presos e familiares, sempre inventando algo que seria realizado em prol dos reeducandos, como festas, jantares e outros eventos que nunca chegaram a ser realizados”, disse a autoridade policial.

Além disso, as investigações apontaram que a então servidora teria condicionado a entrada de medicamentos, para uso dos detentos na unidade, à compra em um determinado estabelecimento comercial específico, pertencente ao segundo investigado, de 33 anos.  

“Para evitar ser denunciada, a investigada dizia ter influência política e que poderia prejudicar presos e servidores”, pontua o delegado José Lucas. 

Agora, com a imposição de medidas cautelares, os investigados não podem mais manter contato com familiares de pessoas presas ou irem até a unidade penal. 

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“Não é a conduta isolada de uma pessoa mal intencionada que maculará o excelente serviço público prestado por milhares de servidores diariamente no Estado. Nesse aspecto, a Polícia Civil está atenta e vigilante a fim de investigar e responsabilizar desvios de conduta que resultem em crime, os quais serão rigorosamente apurados para que os culpados sejam punidos na forma da lei”, finalizou.

Quando o procedimento for concluído, será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para a realização das providências legais cabíveis.  

Nome da Operação

O nome da operação Profanum vem do latim e está atrelado ao fato de que os crimes estão relacionados à profanação da regra de ouro do serviço público: desempenhar as funções com honestidade e dignidade.

A operação também contou com o apoio das demais delegacias de Paraíso. O delegado regional agradeceu o apoio irrestrito dado pela Polícia Penal do Tocantins durante as investigações, bem como durante o cumprimento das ordens judiciais.

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