
O artesanato tocantinense integra a programação do 22º Salão do Artesanato, que ocorre até o domingo, 17, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. O estande do Governo do Tocantins, coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), expõe peças em capim-dourado, cerâmicas indígenas, bonecas Ritxoko, esculturas em madeira e produções de comunidades quilombolas, indígenas do estado e demais artesãos, apresentando ao público a riqueza cultural, os saberes ancestrais e a identidade dos povos tradicionais do estado.
O estande tocantinense é um dos mais visitados da feira e tem grande procura pelos símbolos regionais. A estreia do salão também foi marcada pelo interesse de lojistas, curadores e visitantes que buscam peças cheias de originalidade e identidade cultural.
A gerente de Economia Criativa da Secult, Leda Maria Tomazi, destacou a importância da participação do Tocantins em um dos maiores eventos do segmento no país. “O artesanato tocantinense carrega memória, território e ancestralidade. Estar neste salão é reconhecer o capital intelectual dos nossos artesãos e ampliar oportunidades de comercialização, é muito honroso participar desta equipe e reafirmar a potência cultural do Tocantins para o Brasil”, ressaltou.
A coordenadora do PAB no Tocantins, Núbia Cursino, enfatizou o papel da feira na valorização dos fazedores de cultura. “Cada peça exposta aqui representa uma história de vida, saberes tradicionais e uma cadeia produtiva que movimenta comunidades inteiras. O salão é uma vitrine importante para conectar nossos artesãos ao mercado nacional”, pontuou.
O secretário nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Daniel Papa Garcia, evidenciou a presença dos estados na promoção da diversidade cultural brasileira. “O artesanato é patrimônio cultural e também instrumento de desenvolvimento econômico. Eventos como este, além de fortalecer a geração de renda, preservam tradições e também valorizam os mestres e artesãos de todas as regiões do país, permitindo que nossas políticas públicas cheguem a todos os cantos do Brasil”, salientou.
Do Tocantins para o mundo
Nesta edição, participam oito artesãos tocantinenses, entre povos quilombolas, indígenas, mestres e mestras da cultura popular do estado, selecionados via edital, que obtiveram o apoio do Governo do Tocantins, em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro.
Entre os destaques do estande tocantinense está a artesã quilombola da comunidade Mumbuca, do Jalapão, Ilana Ribeiro, que participa pela primeira vez em um salão nacional. Emocionada, ela falou sobre o significado da experiência. “É uma honra poder mostrar a arte e a história da nossa comunidade para tantas pessoas. Cada peça que trouxemos carrega nossas raízes, nossa resistência e o orgulho de quem somos”, expressou.
A proprietária e curadora da loja Xapuri Brasil, de Belo Horizonte, Fernanda Trombino, contou que o espaço do Tocantins é sempre uma das primeiras paradas durante as feiras e salões de artesanato. “O Tocantins tem uma identidade muito forte. São peças autênticas, com acabamento impecável e uma riqueza cultural muito presente. Sempre faço questão de visitar o estande logo no início porque sei que vou encontrar trabalhos únicos”, concluiu.
