

Município inicia nesta segunda-feira (5) a instalação de 150 dispositivos desenvolvidos pela Fiocruz; tecnologia espalha larvicida em locais de difícil acesso, como calhas e telhados
Por Josy Donato – Ascom Semus Gurupi
Imagens: arquivo coordenação de Endemias de Gurupi
A Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), implementa a partir da próxima segunda-feira, 5, uma nova estratégia tecnológica no combate ao Aedes aegypti: as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Recomendada e financiada pelo Governo Federal, a tecnologia desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) terá 150 unidades instaladas no município para reforçar o controle da dengue, zika e chikungunya.
O método inovador transforma a própria fêmea do mosquito em um vetor de eliminação da espécie. O dispositivo atrai o inseto, que, ao pousar na estação coberta por um tecido tratado, impregna seu corpo com um larvicida chamado pyriproxyfen. Ao voar para depositar seus ovos em outros reservatórios, a fêmea carrega e espalha a substância para esses novos criadouros. O produto químico impede que os ovos eclodam e que as larvas cheguem à fase adulta, interrompendo o ciclo de reprodução.
O Agente de Combate às Endemias de Gurupi, Danilo Donato, explica que o grande diferencial das EDLs é alcançar focos que o trabalho humano tem dificuldade de acessar. “O ponto crucial dessa tecnologia é que o mosquito fêmea vai levar essas partículas de larvicida para criadouros onde as equipes não conseguem acessar a pé, como uma calha alta ou um local remoto que impossibilita a retirada manual da água”, detalha.
Instalação em pontos críticos
Em Gurupi, as 150 estações não serão colocadas em residências comuns, mas distribuídas nos chamados Pontos Estratégicos (P.E.). “Elas serão instaladas em hortas, borracharias, cemitérios, ferros-velhos e naqueles locais que apresentam maior risco histórico de acúmulo de água no nosso município”, pontuou Danilo.
Para garantir a eficácia do método, as equipes de endemias realizarão manutenções periódicas nos dispositivos. A cada 30 dias, a tela impregnada com o larvicida é substituída, assegurando que a estação continue ativa para contaminar novos criadouros.
Ações complementares
As Estações Disseminadoras chegam para somar forças às estratégias de monitoramento já em andamento pela Semus. Enquanto as EDLs focam no bloqueio da reprodução nos grandes pontos comerciais e áreas de risco (Pontos Estratégicos), o monitoramento dentro das residências continuará sendo realizado por meio das Ovitrampas, armadilhas específicas para captura de ovos que já estão implementadas e em uso contínuo nos bairros de Gurupi.Nova tecnologia: fêmea do Aedes aegypti vira aliada no combate à dengue em Gurupi com uso de estações disseminadoras
