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Empresas são suspeitas de usar 'laranjas' para sonegar mais de R$ 3,5 milhões em impostos

Segundo a Polícia Civil, suspeitos simulavam a venda de empresas por valores irrisórios a beneficiários de programas sociais. Investigação encontrou contratos alterados e endereços fictícios.

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO Fonte: Ascom
29/01/2025 às 10h31
Empresas são suspeitas de usar 'laranjas' para sonegar mais de R$ 3,5 milhões em impostos
Foto: Divulgação

Uma organização criminosa suspeita de fraude fiscal é alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (29). Foram bloqueados R$ 3,5 milhões em patrimônio dos investigados, incluindo 21 veículos e valores em contas bancárias. O grupo é formado por cinco empresas de Gurupi, na região sul do estado.

Além do bloqueio dos bens, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão. A Polícia Civil busca apreender documentos, arquivos digitais e outros materiais relevantes para a investigação.

A operação ganhou o nome de "Orange", em referência ao modus operandi da organização.

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Segundo a investigação, os suspeitos abriam empresas no ramo de bebidas e alimentos, acumulavam dívidas tributárias e, em seguida, simulavam a venda dos negócios por valores irrisórios a “laranjas” sem condições financeiras para arcar com os tributos.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública, muitos dos “laranjas” eram beneficiários de programas sociais, sem qualquer instrução ou capacidade financeira para administrar os negócios. Além disso, a maioria dos investigados possui antecedentes por crimes contra a ordem tributária.

Grupo criminoso suspeito de fraude fiscal é alvo de mandados da Polícia Civil — Foto: Jodacy Filho/Governo do Tocantins

Grupo criminoso suspeito de fraude fiscal é alvo de mandados da Polícia Civil — Foto: Jodacy Filho/Governo do Tocantins

As investigações começaram após auditores fiscais identificarem irregularidades nas empresas que geraram dívidas tributárias superiores a R$ 3,5 milhões em Certidões de Dívida Ativa (CDAs).

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A Polícia Civil constatou sucessivas alterações nos contratos sociais dessas empresas, com registros em endereços fictícios e administradores que sequer tinham conhecimento da existência das firmas em seus nomes.

A ação é realizada em conjunto com auditores fiscais da Receita Estadual e contou com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), além de diversas unidades especializadas.

As investigações continuam, e mais informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.

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